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Brasil: O país do futuro!





Brasil: O país do futuro!
Sim, publicamente admito, o Brasil é um destaque mundial. O país que consegue produzir renda, ser humano competente, não produz, porém, nem riqueza financeira e nem aquela riqueza social impregnada pela racionalidade. Por que somos tão desiguais financeiramente e socialmente? Simplemente porque a mente brasileira representa um gigante retrocesso. Reclamemos sobre as instituições políticas? A única instituição que destrói um país e o faz desigual, problemático é o pensamento fétido, a racionalidade podre.
Essa reflexão inefetiva, cheia de libertinagem e amores, amor "de outra" a político, a pátria, a "mátria" me faz reduzir a questão ao nosso ser social, a esse ser social capitalista, feio que quer ser amado incondicionalmente. Exalto, ironicamente, o ato vicioso de revitalizar corruptos por paixão pela imagem criada em campanhas eleitorais grosseiras como ilustração dessa conexão entre subdesenvolvimento e a nossa existência, nossa consciência, nossa liberdade. O Brasil regula sua desigualdade na própria estupidez criada por um amor cuja teia deixa-nos emaranhado em contradições.
Não há paradoxo tão interessante quanto a asnice brasileira. Para fins didáticos, os paradoxos são apresentados desta maneira: nossos empresários não gostam de lucrar e o eleitorado eleva políticos cujos interesses não englobam avanços nacionais; dificilmente alguma pessoa acreditaria no desconhecimento empresarial sobre a atividade altamente lucrativa representada pelo desenvolvimento social (mas, acreditamos!), o mesmo cabe ao homem público ressaltando principalmente a contradição representada pela desonestidade (corrupção não deveria garantir votos fazendo assim um asno aquele que nada contra a maré da razão).
E mais, a neutralidade crítica perante este paradoxo não deve ser resumida a certas questões político-empresariais, tornou-se um ciclo vicioso, a população embarcou no carrossel e brinca naturalmente como uma criança seduzida, sempre acreditando piamente em uma certa democracia produzida por exemplo das estranhas entranhas de um referendo.
Mas enfim são pelas pequenas coisas que temos apego e falta razão no meu descontentamento, pois somos o país do futuro, não somos? Sempre mantemos as engrenagens da máquina que assim vem nos fabricando, que nos envolve em cordas torturantes forçando-nos a dar crédito a políticos mesquinhos e medíocres, a apostar na possibilidade destes valerem mais pelo país do que pelo próprio ego ganancioso. Deve ser esse o porquê tornamo-nos ricos e pobres ao mesmo tempo.

Fonte:Perfil Rodrigo Dantas Ribeiro spaces live

sexta-feira, 20 de março de 2009

 
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